Viajando com Alice!


Em tempos de férias e festas de final de ano, resolvi escrever sobre as minhas experiências em viajar com a Alice. Dessa vez o post será escrito só pela parcela mãe da Maria Fernanda. Nada de científico, só minha opinião mesmo. Espero que vocês aproveitem algumas dicas.

Sempre gostei muito de viajar, acho o máximo conhecer lugares diferentes, com culturas diferentes. Talvez esta tenha sido minha maior limitação durante a gestação e nos 2 primeiros anos de pós parto. Eu não viajei para lugar nenhum, exceto a casa dos meus avós. Mesmo saindo de casa, ficando de férias em outro lugar, eu sentia falta de viajar de verdade.

Minha família mora no interior de Santa Catarina. Eu fazia essa viagem quase que todos os meses. Por muito tempo eu viajei de ônibus, depois começamos a viajar de carro e quando a Alice nasceu fizemos muitos planos para a primeira viagem, precisávamos de mais tempo e mais espaço no carro, com crianças as coisas sempre são um pouco mais complicadas, ou pelo menos eu pensava assim.

Ela tinha 40 dias quando fizemos nossa primeira viagem de carro. Uma verdadeira aventura. Saímos de Porto Alegre rumo a Água Doce com a pequena e a gatinha. Foi um caos, mas deu tudo certo. Precisamos planejar mais paradas para mamar e trocar fraldas, muitos pelos espalhados pelo carro, alguns momentos de tensão pelo choro que não se sabia o motivo, mas chegamos super bem. Primeira viagem com sucesso.

Somos contra o tal do “tablet” no carro. Não temos até hoje e não estimulamos o hábito de assistir desenhos no carro. Sempre tentamos distrair ela de outra forma. Lógico, eu tenho alguns desenhos baixados no celular, mas raramente uso. Até hoje ela se distrai com a viagem. Priorizamos o horário de saída para bem cedinho pela manhã, tentando manter ela dormindo o máximo de tempo possível, para ela não ficar entediada. Também tentamos agrupar o máximo de dias possíveis para fazer valer a viagem.

Passamos todas as nossas férias do primeiro ano da Alice na casa da Vó. Eu queria que eles aproveitassem bastante ela pequena. Foi super importante essa convivência. Mesmo morando longe na maior parte do tempo ela tem os Bisos e todo o resto da família muito presentes no dia a dia e esta vivência do primeiro ano fez toda a diferença. Considero família a base de tudo, para mim era muito importante a Alice ficar perto todo o tempo possível.

Quando as viagens de carro ficaram uma “barbada” eu resolvi alçar voos mais altos. Viemos de avião até Chapecó - que fica há 2h de Água Doce - e meus avós foram nos buscar. Só eu e a Alice. Foi ótimo, muito rápido e bastante tranquilo. Ela não conseguiu ficar muito sentada na viagem, chorou um pouco, não quis mamar muito, mas deu tudo certo.

Para evitar as famosas dores de ouvido na decolagem e aterrissagem eu dei bico pra ela nestes momentos, ou então amamentei. Também levei frutas, biscoitos e água, mas ela não comeu quase nada.

Então chegou o feriado da Páscoa, Alice com 1a8m. Eu conseguiria me liberar para passar 10 dias na casa da Vó, mas o papai não. E agora? Simples, sou macaca velha de ônibus, não pensei duas vezes. Escolhi o horário da noite, que eu sabia que ela dormiria na maior parte ou em toda a viagem e vim, só nós duas.

A saída foi meio tumultuada. Alice, que raramente vomitava, comeu demais antes de sair e fez uma porcalhada ainda na rodoviária. Sorte que eu tinha comprado dois bancos e conseguimos nos ajeitar mesmo assim. Ela dormiu a viagem toda. Desde então eu “prolongo” os feriados e venho de ônibus. Ela adora a aventura. Normalmente fazemos a vinda de ônibus e voltamos de carro com meu marido, mas já fizemos ida e volta de ônibus e foi igualmente tranquilo.

Nestas viagens de ônibus eu acho bem importante sempre ter uma muda de roupa extra, uma mamadeira pré pronta ou alguma outra coisa para comer, coberta e um paninho que possa ser molhado, caso precise limpar alguma coisa. Em todas as viagens de ônibus, até agora, Alice ainda usava fralda, então banheiro não foi problema. Confesso que hoje em dia prefiro viajar de ônibus, a noite ao invés de carro durante o dia.

Quando já tínhamos provado todos os tipos de viagem, sempre com sucesso, resolvemos fazer uma viagem maior, internacional. Como ela sempre se comportou, eu achei que não teria problema. Minha única preocupação foi com a comida. Alice sempre foi tranquila para comer, mas sempre esteve “em casa”, não em hotéis.

Procuramos escolher um voo o mais compacto possível, com menos horas de espera em aeroportos. Nem precisava. Ela achou o máximo a viagem. Assistiu filme, dormiu bastante e quando acordou estava empolgadíssima. Só não comeu muito, como eu já imaginava. Levei comida e também algumas frutas e biscoitos, mas ela não quis muito. Provou um pouco da comida do avião, beliscou as frutas e o risoto que eu levei e mamou de manhã cedo.

Dessa vez ficamos 15 dias fora, saindo todos os dias, batendo perna, conhecendo lugares pouco receptivos para crianças, mas ela nem ligou. Aproveitava cada possível opção de brinquedo, curtindo bastante os parques e amando as viagens de trem. Na verdade ela não queria mais voltar pra casa. Adorou a ideia de “morar num hotel”.

Era nosso último desafio para provar que é possível viajar com filhos. Alice tirou 10 com muitas estrelinhas. Foram férias incríveis, perfeitas. Lógico que você precisa ter uma logística diferente, um pouco mais de bagagem e também mais coisas para levar todos os dias.

É imprescindível, quando eles são pequenos, que vocês tenham um carrinho que seja fácil de carregar, confortável para andar e que consiga deitar. Em geral se caminha bastante, eles não tem muita resistência e carregar no colo é inviável. Os soninhos também ficam um pouco irregulares durante o dia.

As malas também precisam ser compactas. Quanto menor melhor. Eu prefiro levar mais de uma pequena do que uma gigante. Carregar malas pesadas de um lado para outro é muito ruim.

É super importante ter uma mochila grande, confortável para carregar, de preferência de um tecido que não molhe com facilidade. Dentro da nossa tinha de um tudo, fralda, coberta, paninho, casaco, roupa extra, mamadeira, fruta, protetor solar, repelente, remédio, guarda chuva… eu tentava me precaver o máximo possível.

Por falar em mochila, depois que a Alice nasceu eu abandonei um pouco as bolsas. Acabava carregando minhas coisas dentro da mochila dela para diminuir os volumes. Hoje em dia ela não está mais usando fraldas, raramente precisa trocar de roupa e carrega a própria mochila, então, aos poucos, estou retomando minha própria bolsa.

Eu e o Thiago temos uma lista de lugares que pretendemos conhecer. Depois de todas estas viagens, mais ou menos longas, com a Alice, não será preciso mudar em nada a lista. Ela é muito parceira, curte as viagens conosco, come o que tiver e não se estressa com as mudanças de horários. Aliás, ela não teve problema nenhum com fuso horário na nossas últimas férias. Chegou na Alemanha e voltou para Porto Alegre como se estivesse dormindo e acordando sempre no mesmo lugar. Voltou a rotina da escola do dia seguinte da viagem, sem alteração nenhuma nos horários de sono e fome.

Lógico, hotéis com café da manhã são mais fáceis, você precisa fazer pelo menos uma refeição decente por dia, mas também são mais caros, em geral preferimos alugar apartamentos. Só dá mais trabalho fazer mercado.

Acredito que o mais importante quando você planeja viajar com filhos é tentar relaxar. Vai ser mais complicado, eles vão dormir menos, ou em diferentes horários, vão comer menos, mas ninguém vai desnutrir por conta disso. Eu sou um pouco mais estressada, mas o Thiago é muito calmo, consegue lidar melhor com mudanças e me deixava mais tranquila.

Bem vindas!

Meu nome é Maria Fernanda, sou obstetra, mãe da Alice e aprendiz da maternidade. Sejam todos bem vindos ao meu blog!

 

Em 2015 eu vivi uma experiência incrível com a minha gestação. Estando do outro lado da cortina, pude entender melhor algumas dúvidas comuns entre as pacientes. Com isso, surgiu a ideia de fazer um blog. Através dele vou tentar fornecer informações que possibilitem uma gestação mais tranquila. Abordarei semanalmente assuntos baseados nas dúvidas do meu dia a dia no consultório e na minha vivência como gestante, puérpera e mãe. Recentemente eu decidi fazer postagens também com relatos de parto, para dividir as experiências vividas pelas mamães, contadas por elas.

Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que acharam do blog, dúvidas ou sugestões para os próximos posts. Se acharem que as informações são úteis, compartilhem e sigam nossas páginas no instagram (@blogacaminho) e facebook (fb.com/blogacaminho).

 

Obrigada pela visita!

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