Férias com filhos!

     Aproveitando que estamos de férias e que o blog também teve um período de férias, resolvi escrever sobre este tema no nosso retorno. Eu imagino que quanto maior o número de filhos, mais difícil sejam as férias, mais trabalho para organizar tudo. . Além de pensarmos no tempo de férias e no lugar, precisamos levar em consideração algumas particularidades, como atrações para os pequenos, comida, leite e sono. Vou me ater ao assunto “férias com filhos”, sem levar em conta quantos eles são

     Existe um seleto grupo de mães - neste texto vou falar só das mamães, papais não se chateiem - que consegue viajar com o marido, namorado, companheiro, amigas, família, ou sozinhas, e deixam os filhos em casa, com familiares, amigos, ou até mesmo com a babá. Não condeno, não acho errado, às vezes eu até sinto um pouco de inveja, mas eu não consigo, em hipótese alguma, imaginar uma viagem de férias sem a Alice. Por isso, depois que ela nasceu, nunca mais eu tive férias.

     Calma, as leis trabalhistas continuam valendo para as mamães que trabalham, temos 30 dias de férias a cada 12 meses trabalhados. Porém, a função de mãe se dá 24 horas por dia, 7 dias por semana, 12 meses por ano, com raros momentos de intervalo. Mães não tiram férias. Confesso que algumas vezes eu sinto um pouco de falta da escolinha. O mesmo vale para os finais de semana ou feriados. Simplesmente não existem como antes.

     Desta vez, por exemplo, ficamos 15 dias no melhor lugar do mundo para férias - na minha humilde opinião - a casa da minha Vó. Antigamente eu passava 15 dias dormindo, comendo (muito mais do que eu deveria) e vendo filmes. Atualmente, eu acordo cedo, durmo tarde, corro o dia todo atrás da Alice, preciso pensar na comida, forçá-la a comer, lavar roupa, arrumar distração e tentar, fracassadamente, controlar o acesso a TV.

     Logo que ela nasceu eu me revoltei, especialmente com o meu marido. Várias vezes fiz o discurso, em vão, de que “eu também estava de férias”. Agora eu já aceitei, não vou mais ter férias, mesmo que meu marido sempre esteja de férias comigo ou eu esteja em casa, com todas as avós, dindas, tias, primas … a minha disposição. Mãe é sempre mãe, impossível ser substituída.

     Quando as férias terminam eu estou podre, querendo voltar pro trabalho de uma vez para dar uma descansada. Sem sombra de dúvidas um trabalho de parto que dura o dia todo ou então uma agenda lotada no consultório são infinitamente mais fáceis do que o período de férias, que eu preciso ser mãe em tempo integral.

     Devemos incluir as babás, professoras, vovós, dindas, ou quem for que cuide dos nossos filhos para podermos ter uma vida minimamente normal, nas nossas orações diárias. Ficar com a criança 24h por dias, todos os dias do ano seria cansativo demais. Eu, por exemplo, tive muita dificuldade de permanecer em casa sendo mãe durante os 6 meses da licença maternidade. Eu nasci para ser mãe, sou completamente feliz nesta função, mas trabalhar e ter uma vida além da maternidade, para mim, é fundamental.

      Depois que a Alice nasceu eu optei por não ter emprego fixo. Isto possibilita que, de tempos em tempos, com um bom planejamento, eu consiga ficar pelo menos uma semana na casa da minha avó. Com toda certeza isso me dá uma tranquilidade incrível, eventualmente eu consigo dormir um pouco mais, ou não me preocupar com a comida, banho, escova de dentes, pois minha mãe exerce estas funções, mas nem de longe eu fico de férias, no sentido literal da palavra.

    Mesmo assim, não abro mão de viajar com ela, seja para onde for. Em hipótese alguma eu vou deixá-la em casa para tirar férias só com o Thiago. Acredito que faça parte do pacote “maternidade” você dividir, ou melhor, doar seu tempo, às vezes todo ele, para os filhos. Você precisa aprender a se organizar nas férias, dormir mais quando eles dormem, aliviar um pouco as regras de sono, comida, televisão. Ninguém morre porque os filhos ficam vendo TV enquanto vocês almoçam, ou mesmo durante o almoço deles.

    Quando tiramos férias fora da casa da Vó, sem família por perto, eu acho mais complicado, pois além de ser mãe em tempo integral eu me estresso um pouco com a bagunça nas rotinas de sono e alimentação. Agora que Alice não usa mais fralda, fica mais fácil, pois diminuiu a quantidade de coisas na mochila, mas ainda assim é puxado. E eu sou das mais tranquilas com alimentação. Se ela passar 15 dias comendo pão, ovo, banana e leite, ou só leite, não tem problema. Imagino que, aquelas que tentam manter uma dieta mais rigorosa, devam sofrer muito.

      O mais importante, na minha opinião, é tentar não se estressar, especialmente com o marido, quando vocês estão de férias. Salvo raríssimas exceções, durante as férias eles estarão DE FÉRIAS, dormindo até mais tarde, saindo com os amigos e curtindo.

     Como eu já disse em outro post, mãe e pai, embora num mundo ideal dividam as funções, na vida real não é assim que acontece. Bem ou mal, a criança depende mais da mãe, exige mais da mãe e, também por isso, suas férias nunca mais serão as mesmas.

   O que não quer dizer que férias não sejam importante, mais do que isso, elas continuam sendo especiais. Mesmo precisando de férias das férias, passar 15 dias curtindo família, seja na casa da Vó, na praia, ou na Disney, não tem preço. Fazer tudo isso com filhos é uma experiência realmente incrível.


 

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Bem vindas!

Meu nome é Maria Fernanda, sou obstetra, mãe da Alice e aprendiz da maternidade. Sejam todos bem vindos ao meu blog!

 

Em 2015 eu vivi uma experiência incrível com a minha gestação. Estando do outro lado da cortina, pude entender melhor algumas dúvidas comuns entre as pacientes. Com isso, surgiu a ideia de fazer um blog. Através dele vou tentar fornecer informações que possibilitem uma gestação mais tranquila. Abordarei semanalmente assuntos baseados nas dúvidas do meu dia a dia no consultório e na minha vivência como gestante, puérpera e mãe. Recentemente eu decidi fazer postagens também com relatos de parto, para dividir as experiências vividas pelas mamães, contadas por elas.

Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que acharam do blog, dúvidas ou sugestões para os próximos posts. Se acharem que as informações são úteis, compartilhem e sigam nossas páginas no instagram (@blogacaminho) e facebook (fb.com/blogacaminho).

 

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