Pessoas Fundamentais!

   O texto de hoje é um pouco diferente dos outros. Não vou falar diretamente sobre gestação ou maternidade, mas acredito que o assunto tenha tudo a ver com estes temas. Quero falar sobre algo que eu considero fundamental na minha vida - a FAMÍLIA. No meu caso é minha família de sangue mesmo, aquela que vem na bagagem, não escolhemos. No entanto, acredito que o espírito de família tenha a ver com pessoas que nos são próximas, nos fazem bem e estão sempre por perto. Tipo “para o que der e vier”, ou então “na alegria e na tristeza”.     

     Resolvi escrever sobre isso depois das férias, quando passei 15 dias só com a minha família mesmo. Acabamos tirando férias todo mundo junto, sem viajar, e ficamos 15 dias entocados na casa da vó, curtindo nossas pequenas e matando a saudade. Foram dias incríveis.      

     O que isso tem a ver com a maternidade? Absolutamente tudo. A família é quem está ali, mesmo de longe, sempre torcendo por nós, preocupada conosco, vibrando com cada conquista nossa e dos nossos pequenos. Precisamos de pessoas que nos deem força, nos mostrem caminhos diferentes quando aparecem dificuldades e segurem as pontas quando estamos prestes a desistir.      

     Tenho certeza que muitas vezes, no meio da noite, quando o bebê estava aos prantos ou simplesmente não dormia e você já estava quase sem forças era na família, de sangue ou não, que você pensou. Em todas as fases da vida a família é muito importante, mas na gestação e depois que nos tornamos mães, ela se torna fundamental. Não me imagino dando conta de tudo que aconteceu desde que eu descobri que estava grávida sem o suporte familiar e dos amigos. Mesmo minha família morando bem longe, não podendo estar por perto todos os dias ou quando eu preciso sair voando para fazer um parto, ainda assim eles tornam minha vida muito mais fácil.     

     Como a minha família mora bem longe, eu acabei formando uma “rede de apoio”, uma família postiça. Essas pessoas acabam me dando suporte para que eu consiga seguir trabalhando e sendo mãe. Sem elas eu não daria conta.     

    Segundo o Thiago, quando estou num ritmo de trabalho muito intenso, sem tempo para nada, começando a atingir o ápice do mau humor, é o momento de voltar pra colônia e retomar minhas raízes. Como se eu precisasse recarregar baterias em casa de vez em quando. Confesso que eu concordo. Sei direitinho quando minha paciência está no limite e só o aconchego da família traz minha sanidade de volta.     

     Quando eu descobri que estava grávida era Natal, estávamos todos reunidos na casa da minha avó, foi uma festa, todo mundo vibrando. No ano seguinte, minha prima (quase irmã) também descobriu que estava grávida nas minhas férias, de novo estávamos todos juntos na casa da vó. Nova festança. É sempre assim, corremos para a casa da Vó Neide e do Vó Fernando, o melhor lugar do mundo, quando temos um problemão ou então quando estamos muito felizes.      

     O suporte familiar é fundamental para que a gestante, a puérpera ou a mãe se sinta segura. Ela precisa saber que alguém está ali, mesmo que ela não peça ajuda, eles estão ali. Por isso eu digo que não precisa ser família de sangue, basta que o espírito familiar esteja presente. Basicamente, que exista amor.      

     Amor, isso que eu sinto quando estou na casa da minha Vó. Agora, quando vejo a Alice com meus avós, minha afilhada, minha mãe. Ela ama estar lá. A convivência com todos eles faz dela uma pessoa melhor, assim como me deixa melhor.      

     Tudo isso não quer dizer que a família tenha o direito de se meter nas nossas vidas e tentar conduzir nossa forma de “sermos mães e pais”. Já falei sobre isso em outro post. Muitas vezes vem da família os maiores palpites. É dever deles tornar nossas vidas mais fáceis. Provavelmente nossas mães, avós, tias têm mais experiência que nós. Mesmo assim, os erros fazem parte do aprendizado. Como diz o ditado “é errando que se aprende”. A condução da nossa vida de mãe e futuras mamães é toda nossa. Levar ou não em conta os conselhos e palpites cabe somente a nós.     

     O suporte familiar (de sangue ou escolhida) é muito importante para que tenhamos uma gestação saudável, para que nossa sanidade seja minimamente preservada no puerpério e, principalmente, para que nossa história como mãe tenha maiores chances de sucesso. Eu acredito muito que nossos filhos são reflexo do amor que eles recebem. Por isso tenho absoluta certeza - FAMÍLIA É FUNDAMENTAL.

 

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Bem vindas!

Meu nome é Maria Fernanda, sou obstetra, mãe da Alice e aprendiz da maternidade. Sejam todos bem vindos ao meu blog!

 

Em 2015 eu vivi uma experiência incrível com a minha gestação. Estando do outro lado da cortina, pude entender melhor algumas dúvidas comuns entre as pacientes. Com isso, surgiu a ideia de fazer um blog. Através dele vou tentar fornecer informações que possibilitem uma gestação mais tranquila. Abordarei semanalmente assuntos baseados nas dúvidas do meu dia a dia no consultório e na minha vivência como gestante, puérpera e mãe. Recentemente eu decidi fazer postagens também com relatos de parto, para dividir as experiências vividas pelas mamães, contadas por elas.

Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que acharam do blog, dúvidas ou sugestões para os próximos posts. Se acharem que as informações são úteis, compartilhem e sigam nossas páginas no instagram (@blogacaminho) e facebook (fb.com/blogacaminho).

 

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