Relato de parto - Paula de Fraga (parte 1)


História da família:

Eu e meu esposo estávamos juntos há 18 anos (entre namoro, noivado e casamento) quando decidimos de fato que era hora de experimentar a vida de papais... Eu sempre fui muito curiosa em tudo oque envolve a gestação e parto, sempre que tinha contato com uma recém mãe eu busquei saber oque ela sentiu, como era a sensação de cada coisa, com oque se parecia a dor da contração... rsrsrs, nunca fiquei satisfeita com as respostas que recebi, e pensava comigo... o dia que eu viver isso tudo vou procurar transcrever em palavras de forma nua e crua para que outras curiosas como eu, entendam do que exatamente estamos falando...

Iniciamos as tentativas em Novembro/2017 e seguimos tentando até Abril/2018, quando sem sucesso em engravidar, procurei minha ginecologista de muitos anos pra saber oque poderia estar acontecendo... Eu fazia tratamento para síndrome de ovários policísticos à aproximadamente 10 anos, então sabia que poderia demorar um pouco até receber o positivo. Usava Metformina 500mg acompanhado de pílula anticoncepcional para tentar regular os hormônios, juntamente com acompanhamento nutricional. Tenho um histórico de luta com a balança desde a infância, então seria um ponto à melhorar para gestar de forma saudável. Meu esposo tbm precisaria ter um pouco de paciência, pois em Março/2010 ele precisou fazer uma cirurgia para varicocele, onde já sabíamos que poderíamos ter dificuldades de engravidar pela baixa contagem de espermatozoides. Só saberíamos da eficácia da cirurgia após iniciarmos as tentativas, pois apesar de vários exames de espermograma terem apresentado bons resultados, não era tão certo que conseguiríamos de forma natural. Paramos com a pílula em Novembro e iniciamos o processo.

Em Abril fomos ao consultório para iniciar um acompanhamento mais de perto. Pelo fato do ciclo menstrual estar desregulado (média de 35/40 dias de intervalo), iniciamos o uso de indutor de ovulação com Indux. Após o término dos comprimidos foi feito um acompanhamento por ecografias transvaginal do meu ciclo ovulatório. Somente na ultima ecografia no 18° dia do ciclo foi constatado que minha ovulação é tardia (ovulei no último dia do ciclo). Daí pra frente teria que aguardar 15 dias pra fazer o HCG e confirmar a gestação. Passados os 15 dias o tão sonhado positivo chegou alegrando nossa casa e nosso coração! Na sétima semana fizemos uma eco é lá estava nosso bebê e seu coração à mil!!

Desde a descoberta da gestação um medo da perda me acompanhou pelos meses que se passaram. Tinha lido e ouvido relatos de muitas mulheres que na primeira gestação perderam seus bebês, e isso também faz parte da natureza, seria preciso aceitar... mas o medo estava lá... a cada ida ao banheiro sempre observei pra ver se tudo estava bem. Tamanho era esse medo, que eu não conseguia relaxar para manter relações sexuais normalmente com meu esposo, consequentemente eu não tinha libido. Perguntei pra várias mulheres, a maioria sentia o inverso, tinha mais desejo grávida do que antes...me senti meio E.T.Sempre conversamos abertamente sobre esse medo, e meu esposo sempre foi compreensivo, sempre me acolheu e secou minhas lágrimas...


Gestação:

Após o positivo, sabíamos que nossa ginecologista não poderia cuidar do nosso pré natal pois não estava mais atuando na obstetrícia, então ela nos indicou uma colega para seguirmos o acompanhamento. Fomos em 2 consultas mas não rolou a empatia que eu sentia ser necessária para esse momento da nossa vida. Buscamos indicação de outros obstetras... até que uma amiga indicou sua GO, todos os que eu tinha tentado não poderiam nos acompanhar devido a nossa DPP ser em Janeiro (mês de férias para quase todos os obstetras que procurei). Chegamos ao consultório da Dra Maria Fernanda nas 23 semanas de gestação, após sair de uma consulta com a outra obstetra sem muita perspectiva...

Fomos consultar apenas para conhecer a indicação da minha amiga, e falamos para a médica: viemos somente te conhecer! Ela então se apresentou e desatou a falar... rsrsrsrs... de cara eu amei! Era isso que eu procurava!! Uma médica que falasse nossa língua, que fosse objetiva nas palavras, sem muita frescura, mas que transmitia amor e segurança no seu trabalho, e encontramos então a médica que cuidaria do nosso pré natal!! A gestação foi super tranquila, reduzi meu ritmo de trabalho, fiquei mais em casa... não tive complicações na gestação. Não tive enjoos, mas em compensação tive azia, muita azia... e ela me acompanhou até o dia que nossa filha nasceu! Depois disso sumiu!!

Meus pés e tornozelos começaram a inchar muito nas 36 semanas, só conseguia usar chinelos de dedo, pedi ajuda ao meu esposo por muitos dias para lavar e secar meus pés, até cortar minhas unhas...e ele cuidou tanto de mim... fez tudo oque pode pra estar presente, cuidando de mim e do meu bem estar... foi em todas as consultas de pré natal e ecografias, leu... estudou... participa de grupo no whats de pais... eu só sinto orgulho do quanto ele se preparou pra ser pai, assim como eu fiz para ser mãe!

P.S. o inchaço sumiu 10 dias após o parto.

Durante a gestação fomos em oficina para gestantes, work shop de amamentação... assisti a tantos vídeos de parto, li diversos relatos de parto também... queria informação e conhecimento, com embasamento, nada de fantasias... tínhamos ciência de tudo oque poderia acontecer fora do planejamento e buscamos nos preparar para esses momentos de forma lúcida.

Minha placenta foi anterior (na frente da barriga), então tive certa dificuldade em entender que já sentia o bebê mexer... demorei a entender quando era ela, e quando iniciaram as contrações de treinamento, isso lá depois das 30 semanas... não perdi líquido, tampão nem tive pródromos até a véspera do trabalho de parto...não tinha nenhum sinal... Nossa obstetra tinha permitido levar a gestação até 41 semanas + 2 dias, fizemos esse acordo na ultima consulta em Canoas após eu relatar que sempre pressenti que a Helena viria no último momento... Já tínhamos ciência da necessidade de induzir, caso nada mudasse. No consultório, com 39 semanas, meu colo estava tão alto e fechado que a médica nem conseguiu encostar no colo e sentir a cabeça da Helena. Disse à nós que o colo estava desfavorável a uma indução naquele momento. Recomendou o consumo de tâmara e acupuntura (fiz 2 sessões) como formas de indução natural. Além disso fiz faxina, fizemos amor... mas nada parecia mudar.

Na avaliação nas 40 semanas na maternidade a Dra viu grande melhora no colo, nos disse que estava 300% melhor!! Estávamos no caminho...

... Continua




Bem vindas!

Meu nome é Maria Fernanda, sou obstetra, mãe da Alice e aprendiz da maternidade. Sejam todos bem vindos ao meu blog!

 

Em 2015 eu vivi uma experiência incrível com a minha gestação. Estando do outro lado da cortina, pude entender melhor algumas dúvidas comuns entre as pacientes. Com isso, surgiu a ideia de fazer um blog. Através dele vou tentar fornecer informações que possibilitem uma gestação mais tranquila. Abordarei semanalmente assuntos baseados nas dúvidas do meu dia a dia no consultório e na minha vivência como gestante, puérpera e mãe. Recentemente eu decidi fazer postagens também com relatos de parto, para dividir as experiências vividas pelas mamães, contadas por elas.

Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que acharam do blog, dúvidas ou sugestões para os próximos posts. Se acharem que as informações são úteis, compartilhem e sigam nossas páginas no instagram (@blogacaminho) e facebook (fb.com/blogacaminho).

 

Obrigada pela visita!

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