Indução de Parto

     Um pergunta bastante frequente no consultório é “como é uma indução de parto” ou então “quando precisa ser feita uma indução”. Resolvi escrever sobre isso. Vou fazer um post sobre as formas mais comuns de indução, separadamente. Hoje vai ser só uma introdução, falando sobre quando costumo indicar indução para as minhas paciente e também no nosso plantão obstétrico e como pode ser feita esta a indução, depois vou detalhar cada uma das formas.

     Uma coisa precisa ficar bem clara, iniciar ou aceitar uma indução é uma escolha da paciente. Sempre existe a possibilidade de fazer uma cesariana. Embora, na maioria das situações, não seja a melhor escolha. Poucas vezes a cesariana é necessária como primeira opção. Além disso, em qualquer momento da indução você tem a liberdade para desistir.

      Outro detalhe muito importante, induções de parto são demoradas. Podem levar 12, 24, 36 ou 48h. Não temos como determinar este tempo. E sim, vocês vão ficar todo o tempo internadas, com acompanhante e com a Doula ou Enfermeira Obstetra, de acordo com as escolhas de cada paciente, mas sem receber visitas de fora.

       É preciso entender que, quando optamos por uma indução de parto partindo de um colo que não está modificado, ou está pouco modificado, vamos ter um preparo deste colo, que pode ser longo, para depois iniciarmos com o processo de indução propriamente dita. Fiquem tranquilas, você não vão passar todo o tempo da indução com contrações de trabalho de parto. Em geral as dores começam quando a indução está mais avançada e a paciente está em trabalho de parto mais ativo.

 

Quando precisa ser feita uma indução?

De maneira geral, a indução é recomendada quando a paciente chega às 41 semanas de gestação e não entra em trabalho de parto espontâneo. Ou quando há alguma patologia que demande a antecipação do nascimento. Indicações mais comuns:

# Bolsa rota em gestações acima de 34s, quando não temos trabalho de parto espontâneo;

# Diabete gestacional (DMG);

# Distúrbios Hipertensivos;

# Colestase intra hepática;

# Restrição de crescimento fetal com Doppler obstétrico normal;

# Desejo materno;

 

Como é uma indução?

# No nosso Serviço, a indução de parto sempre é feita em ambiente hospitalar, com monitorização regular da gestante e do bebê e com possibilidade de mudar de via em caso de necessidade ou opção da gestante;

# Como será feita a indução vai depender da paridade da gestante (número de gestações prévias), se ela tem parto ou cesariana anteriores e das condições do colo;

# A forma mais conhecida e também mais temida é o tal “sorinho com ocitocina”. Embora seja a mais comentada, raramente é utilizada como primeira escolha. A ocitocina exige um colo mais favorável, então é mais usada para corrigir trabalhos de parto distócicos ou então quando já temos uma dilatação significativa;

# Em geral o colo da gestante precisa ser preparado antes da ocitocina e este “preparo” pode ser feito com misoprostol comprimido, ou sonda foley.

Nos próximos post vou descrever cada uma dessas formas com mais detalhes.

   

    Embora algumas pacientes sejam contrárias ou não aceitem esse tipo de intervenção, o descolamento das membranas pode ser um jeito de estimularmos trabalho de parto sem que a paciente precise ser internada. Mais usada após as 40 semanas, sempre com consentimento da paciente, ela pode ser feita no consultório, durante uma consulta de rotina. Quando o colo é favorável (tem alguma dilatação), existe uma boa chance de termos resposta positiva.

       Conversem com os responsáveis pelo seu pré natal, pesquisem sobre este assunto e tentem não deixar para a última hora esta conversa. É importante saber como funciona uma indução, seus prós e contras e como ela pode ser feita antes de precisar dela de fato.

 

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Bem vindas!

Meu nome é Maria Fernanda, sou obstetra, mãe da Alice e aprendiz da maternidade. Sejam todos bem vindos ao meu blog!

 

Em 2015 eu vivi uma experiência incrível com a minha gestação. Estando do outro lado da cortina, pude entender melhor algumas dúvidas comuns entre as pacientes. Com isso, surgiu a ideia de fazer um blog. Através dele vou tentar fornecer informações que possibilitem uma gestação mais tranquila. Abordarei semanalmente assuntos baseados nas dúvidas do meu dia a dia no consultório e na minha vivência como gestante, puérpera e mãe. Recentemente eu decidi fazer postagens também com relatos de parto, para dividir as experiências vividas pelas mamães, contadas por elas.

Não esqueçam de deixar um comentário sobre o que acharam do blog, dúvidas ou sugestões para os próximos posts. Se acharem que as informações são úteis, compartilhem e sigam nossas páginas no instagram (@blogacaminho) e facebook (fb.com/blogacaminho).

 

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